um cão andaluz
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O mundo é surreal; quem sabe teu reflexo é delírio? Quem sabe tua parede não é real? A vida é um sonho. Sonhemos, pois. Aí é onde está o refúgio, a sombra sob a copa verde, o lugar seguro. Não há bêbados ou cartas sem destinatário. O sonho, quando há você, é o amor. Surreal o amor, sem baboseiras de Romeu e Julieta - que se matam no final. Seremos amor normal; serás minha Gala e, eu, Dalí: surreal.
Maximiliano Otremba, 14
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Postado em 22/05/2013
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reblogado de ocaosdoseio
post original por ocaosdoseio
"Menino, é difícil, dificílimo, e você não compreenderá, e eu não explicarei mais do que isto, mas o fato: a guerra é por todos os lados; do corpo, da trincheira, da razão. A guerra é por todos os lados, e o nosso estado é esse centro descentralizado. O anúncio é sempre o sangue após a bala, mesmo quando o rendimento é nosso ato; e digo assim, sem maiores frases, faces ou efeitos, porque nesse instante miram em minhas têmporas com um revólver – sem se importarem com minha bandeira de paz hasteada."

— Claudia Calado (via ocaosdoseio)

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Postado em 22/05/2013
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reblogado de convergido
post original por invernus
Desafio de 20 dias da poesia!

A cada dia você fará uma poesia de acordo com o tema que está escrito. Pode dizer a respeito, ou citar a  palavra-chave. A cada dia, um tema diferente. Poesia é poesia. Poemas, sonetos, etc. Participe. É uma boa experiência para aprender a controlar seus sentimentos e não precisamente escrever só o que sente, mas sobre o que quer escrever. Do mais fácil ao mais difícil.

Dia 1 - Faça uma poesia criticando o amor.

Dia 2 - Faça uma poesia sobre a Via Láctea.

Dia 3 - Faça uma poesia relacionado aos seus pais.

Dia 4 - Faça uma poesia sobre a região onde mora.

Dia 5 - Faça uma poesia sobre as pessoas que te rodeiam. 

Dia 6 - Faça uma poesia sobre uma pessoa que se foi.

Dia 7 - Faça uma poesia dizendo o gosto que teve seu primeiro beijo.

Dia 8 - Estenda a sua mão esquerda e a primeira coisa que tocar, faça poesia sobre isso. (Não esqueça de citar o que tocou)

Dia 9 - Faça uma poesia para um estranho

Dia 10 - Faça uma poesia sobre tempos difíceis 

Dia 11 - Faça uma poesia sobre coisas que importunem tua cabeça.

Dia 12 - Faça uma poesia que envolva brócolis.

Dia 13 - Faça uma poesia pedindo perdão à alguém. 

Dia 14 - Faça uma poesia sobre a tua infância.

Dia 15 - Faça uma poesia negando a saudade que tens.

Dia 16 - Faça uma poesia para a pessoa que desejavas ser.

Dia 17 - Faça uma poesia sobre o tocar de lábios. 

Dia 18 - Faça uma poesia sobre a tua melhor memória.

Dia 19 - Crie uma poesia afirmando que você quem inventou a poesia.

Dia 20 - Faça uma poesia para o reflexo do espelho.

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Postado em 21/05/2013
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deve ser saudade…
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Postado em 21/05/2013
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Por que Jorge?

Jorge saiu de casa, com a mão no bolso e um cigarro na boca. Chutou um pedaço de bala de papel que ali havia, quando já estava na rua. No meio, sem medo de nada; na verdade, só andava no meio da rua porque era desatento, não porque não temia - porque temia, e como temia!. Jorge é daqueles rapazes que não gostam das coisas, que veem um prédio cinza e dizem feio, veem um prédio amarelo e dizem feio, veem uma fortaleza pulsante e dizem feio. Jorge jamais gostara de fortalezas, mas tudo porque Jorge preferia os faróis. Guiando quem temia perder seu barco no meio da escuridão; é certo que ninguém gosta de ficar às mãos do vento. 

Jorge encontrou um cachorro morto na rua, viu as tripas fora do corpo e as moscas lhe rondando os restos. Jorge assustou-se, Jorge deu meia-volta e voltou à casa. 

- Bom dia, Jorge! - Clodoaldo, o porteiro, disse, com tanta simpatia.

Jorge, contudo, não preocupou-se em respondê-lo, porque Jorge não poderia adivinhar que a felicidade do dia de Clodoaldo dependia da felicidade alheia. Por isso é que Jorge odiava Clodoaldo; chegava em casa, perguntava-se: “Clodoaldo é mesmo um burro, não sabe viver sozinho”. Jorge vivia sozinho, Jorge vivia feliz. Era resmungão, chato, grosso e mal-educado, mas era feliz. O edifício de Jorge não tinha elevador, e por isso subia as escadas. Ainda que o tivesse, subiria as escadas, porque teme subir demais e despencar de uma vez. 

Jorge chegou ao segundo andar, mas parou no último degrau; olhou para trás, perguntou-se o porquê daquilo tudo, porque Jorge era melancólico e questionador. Jorge olhou a porta do 204 e lembrou-se de Dona Lourdes, que há dois meses morrera ali dentro. Foi Jorge quem a acudiu, depois de ouvir algo bater. Era a geladeira, que tinha caído em cima de Dona Lourdes. Tudo o que Jorge ouvira foi o som do riso abafado de uma criança branca e do olho azul. Jorge sabia daquela criança que era um verdadeiro demônio; Dona Lourdes, no entanto, era a única que o corrigia. Jorge viu as margaridas murchas e pensou em molhá-las, mas não havia água o suficiente.

Jorge chegou ao terceiro andar, que era o seu. Jorge gostava dali, porque era o meio de todo o edifício. O último andar era o sexto, e Jorge gostava daquele número, mas Jorge temia a altura e seis andares - para Jorge - era altura demais. Pensou em pegar as chaves, abrir sua porta e deitar-se no sofá verde “Verde…”, mas continuou subindo. Subiu, subiu, até ter dó de si. Sentou-se na parede de um lance da escada e segurou a sua coxa cujos músculos atrofiavam - permaneceu muito tempo estagnado. Remoeu-se, remoeu-se. Subiu mais um, chegou ao sexto. Ali, no sexto, pensou se era aquilo mesmo. Sentou-se com as pernas dobradas e os joelhos encostando na testa; suas pernas abriram, sua cabeça caiu. Levantou a cabeça, sentiu uma dor tremenda. 

Subiu ao terraço, onde ficou de pé sentindo o vento passar por suas entranhas, e lhe dava frios na barriga. Um tremelique, dava-lhe tremeliques. 

- Alô, Jorge?

- Sou eu.

- Oi, Jorge. É Laura, lembra-se?

- Lembro-me, lembro-me. 

- Encontrei uma coisa, hoje, e acho que você poderia gostar do que achei. A gente pode se encontrar um dia desses? - Jorge ouvia barulho de gente arfando.

Laura falava com um sorriso no rosto, e tinha a voz sorridente. Jorge desligou o telefone, para que não lhe desse tremeliques outra vez. Jorge deu alguns passos, subiu mais um pouco e ficou no ponto mais alto do terraço. Olhou para um lado, viu um cão estatelado no asfalto; olhou para o outro lado, viu um rapaz andando de chapéu-coco; balançou a cabeça e viu que não estava mais lá. Viu uma bailarina do outro lado da calçada, mas balançou a cabeça e viu que não estava mais lá. Eh, a nação bailarina! Olhou para baixo, viu duas gentes fazendo sexo. Olhou para trás, viu Dona Lurdes.

- Dona Lurdes, não faz isso, Dona Lurdes, não te aproximas da rua, Dona Lurdes. - Dona Lurdes não ouvia.

Virou-se de costas para melhor ver Dona Lurdes, mas não via mais Dona Lurdes! Dona Lurdes era pequena e era branca, do cabelo loiro e do olho azul. Dona Lurdes era o menino-demônio. Dona Lurdes empurrou Jorge e ele até tentou equilibrar-se, mas Jorge caiu.  Laura, que chegava ao seu prédio junto a um cão, gritou forte e agudo, e deixou o maço lacrado cair do casaco verde.  

- Por que, Jorge? Por quê?

Clodoaldo responde:

- Porque Jorge não soube matar o dragão.

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Postado em 21/05/2013
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reblogado de cotidiando
post original por ruipaulo-f
ruipaulo-f:

Letra da canção Cálice, assinada por Gilberto Gil e Chico Buarque, submetida ao Serviço de Censura de Diversões Públicas e vetada em 10/05/1973. Arquivo Nacional, Serviço de Censura de Diversões Públicas, TN 2.3.19884http://www.memoriasreveladas.arquivonacional.gov.br/

ruipaulo-f:

Letra da canção Cálice, assinada por Gilberto Gil e Chico Buarque, submetida ao Serviço de Censura de Diversões Públicas e vetada em 10/05/1973.

Arquivo Nacional, Serviço de Censura de Diversões Públicas, TN 2.3.19884

http://www.memoriasreveladas.arquivonacional.gov.br/

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Postado em 20/05/2013
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reblogado de corpo-fechado
post original por corpo-fechado
A Fonte do Maldizer

corpo-fechado:

 A primeira das sete câmaras era ornada com línguas de diferentes animais, sagrando uma viscosidade que estava longe, ao menos visualmente, das propriedades do sangue. Pendulavam ritmicamente sem se chocar, milimetricamente programadas para apenas rasparem umas nas outras, produzindo um ruído característico. O teto era semelhante ao nosso palato mole em visão, com a diferença de rasgos e pontos profundos que revelavam a ausência de línguas que um dia estiveram ali. No fundo da sala, um anjo se apoiava dolorosamente sobre sua espada com o rosto voltado para a frente, exibindo seus assustadores olhos sem pálpebras.
 Atrás do anjo, uma porta de madeira maciça estava entreaberta, deixando escapar um filete de luz carmim que marcava a parede esquerda da câmara. Sombras intercaladas interrompiam a projeção, rápidas, para lá e para cá. Às vezes se passava um longo tempo de sombra e, repentinamente, a luz carmim voltava, refletindo na parede ensalivada e dando um tom mais teatral (débil, até) àquela saleta maldita.
 
 O anjo se ergueu, ajeitou a postura e girou a espada no ar, fazendo com que ela tomasse um tom avermelhado gradativo e, logo em seguida, irrompesse em chamas, ofuscando até o carmim que vinha da porta e tornando o ambiente inteiramente branco. A porta rangeu para a direita, revelando uma das coisas mais horríveis que eu já pude ver. 
 Uma criança, não, parecia mais uma tartaruga sem um casco. Talvez um humano com um centro circular e várias cabeças esperneando em várias direções. Os seis braços e pernas tinham tamanhos distintos que ditavam um bamboleio ojerizante àquele corpo deformado que vinha se arrastando pelo chão, babando e proferindo demonizações. As cabeças, volta e meia, cuspiam no solo uma gosma preta que, assim que entrava em contato com a saliva do chão, enrigecia, gerando a crosta que entendíamos como o chão do lugar.
 Uma das cabeças da criatura (talvez fossem cinco, parecia haver uma embaixo) se virou para nós e eu me apavorei, agarrando as mãos da minha Mestra Mãe.

 - Esta já foi vista. Não há impropério visto em real forma que resista ao julgamento do seu próprio remorso.

 O monstro começou a se arrastar até nós, em velocidade preocupante, e balançou uma das línguas que, consequentemente, balançou todas as outras. “Maldito!”, “Desgraçado!”, “Odiado!”, “Danado às mãos do Diabo!” ecoaram pela sala e, aquele que bom ouvido tiver, até os rastros do verbo foram vistos rasgando o ar e consumindo-o como fogo. O anjo se virou lento e arremessou a longa espada flamejante que carregava. Ela rasgou o ar, consumiu as maledicências e perfurou o topo daquele ser terrível, que reagiu apenas com um grunhido de infelicidade e deixou um cheiro bem característico de enxofre.

 - As bordas da ofensa são os interiores do elogio. A próxima câmara há de dizer com clareza quem passa e quem deixa passar. Deixa o anjo tocar teu peito com a espada e, daqui para frente, nenhuma palavra sairá de tua boca.

Barão

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Postado em 20/05/2013
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reblogado de umafestapromeucancer
post original por yencid
umafestapromeucancer:

QUE GIF DO CARALHO

umafestapromeucancer:

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